BENEDITO DANTAS SALDANHA, PREFEITO DE APODI DE 10/1/1933 a 24/7/1933

terça-feira, 21 de setembro de 2021

BENEDITO DANTAS SALDANHA


Benedito Dantas Saldanha - Nasceu em Brejo do Cruz-PB no ano de 1894. Casou com sua prima Etelvina da Silva Saldanha. Devido a sérios desentendimentos com a família Dutra, em que seus irmãos Quinca e Plínio, conhecido como Marinheiro Saldanha figuravam como mentores intelectuais, junto a alguns parentes, em que mandou seis dos seus jagunços cometerem diversas tropelias, destacando-se a do dia 25 DE ABRIL DE 1926, que atacaram Brejo do Cruz, na Paraíba, matando Manuel Paulino de Moraes, Dr. Augusto Resende (Juiz Municipal), fere Dr. Minervino de Almeida, o “Joca Dutra” Prefeito Municipal), e Severino Elias do Amaral (Telegrafista).

 

 BENEDITO foi nomeado Prefeito de Apodi pelo Interventor/governador Bertino Dutra, tendo assumido no dia 10 de Janeiro de 1933. Devido a cerrada campanha de divulgação da imprensa oposicionista da capital do estado, que repudiava o fato de ter sido nomeado um afamado chefe de cangaceiros para administrar o município de Apodi, teve curta duração à frente dos destinos daquele rincão, tendo sido demitido a 23.07.1933, portanto, com gestão de 05 meses e 23 dias. Investido da condição de Prefeito nomeado, à época denominado de Interventor, protagonizou violento atentado, quando na manhã do dia 18 de Abril de 1933 mandou trazer à sua presença o Coronel Lucas Pinto, escoltado sob ameaça de três cangaceiros/capangas armados, ocasião em que empunhando um revólver, tentou obrigar o Coronel Lucas Pinto engolir duas bolas feitas com jornal, sob a alegativa de que o líder político Apodiense mandara veicular notícia no Jornal "A RAZÃO", impresso e com sede em Natal, dando conta de que ele e seu irmão Quinca Saldanha comandavam grupo de cangaceiros, acoitados em sua fazenda em Caraúbas, e com atuação em Apodi e região. 

 

O Coronel Lucas Pinto foi salvo desse vexame graças à intervenção do valente Apodiense DECA CAVACO, que ao saber que o seu padrinho se encontrava sob ameaça do Benedito, dirigiu-se até o sobrado onde se desenrolava o sério atentado à integridade física do Cel. Lucas Pinto. Em lá chegando, dois cangaceiros tentaram impedir o acesso do Deca Cavaco, que ao descer do seu cavalo já empunhou seu punhal e deu dois sopapos nos dois cangaceiros, derrubando-os de uma só vez, ao mesmo tempo em que os advertiu para que não insistissem em impedir o seu acesso. Ao chegar ao pavimento superior, encontrou Benedito aos gritos, obrigando o Coronel Lucas Pinto a engolir as bolas de jornal. Incontinenti, o Deca cravou o seu punhal no birô do Benedito e exclamou: Se não comeu não come mais. Encarou o Benedito e falou: Vou levar o meu padrinho, e se você se meter derrubo-lhe com um só tiro no meio da testa.

 

Dito isto, mandou que o Coronel Lucas Pinto seguisse na frente que ele iria atrás, protegendo-o. Ao Benedito, que já havia sofrido uma cantada do Deca Cavaco, só restou a alternativa de convidar o Deca para mais tarde beberem e jogarem baralho juntos, no que o Deca respondeu que não bebia nem jogava com bandido. Nesse dia, o Coronel Lucas Pinto era o homem marcado pra morrer. Benedito Saldanha faleceu envenenado por sua amante, na cidade de Maranguape, onde residia, por volta do ano de 1954.

POR MARCOS PINTO - HISTORIADOR APODIENSE.

 

No dia 18 de abril de 1933, na condição de prefeito do Apodi, determinou que dois de seus capangas trouxessem coercitivamente, o coronel Lucas Pinto até sua presença, mas precisamente no 1º andar do prédio da Prefeitura Municipal. Com a chegada do Coronel Lucas Pinto, Benedito Saldanha de posse de um exemplar de um jornal e, o enrolado em forma de bola, disse que iria fazê-lo engolir a seco as denúncias contra ele, Benedito Saldanha, contidas naquele jornal. De imediato, ouve-se uma voz advinda da escada que dava acesso ao pavimento superior, cujo eco era de autoria da pessoa conhecida popularmente “DECA DE CAVACO”, colocando  medo no valentão Benedito Saldanha, ao ver surgir aquela pessoa, este havia sido avisado por um popular. Ao chegar no salão da prefeitura, Deca Cavaco foi logo derrubando com uma rasteira a dois capangas que tentaram impedir seu acesso ao gabinete do prefeito. Ele antes de tal coragem já tinha bebido um copo  de cachaça, fato acontecido na bodega de um senhor conhecido pela alcunha de ‘CHICO CEGO”.

            Já no interior da Prefeitura Deca Cavaco de posse de belo punhal que conduzia à cinta e, sem meias palavras o cravou sobre a mesa, afirmando que: “Meu padrinho  Luquinha, se o senhor  tiver de comer este jornal,  você – Benedito Saldanha, também terá de comer outro. Nesse ínterim, o Coronel Benedito Saldanha estava acompanhado de seguranças, na época chamados de jagunços ou capangas. O valentão Benedito Saldanha verificando  a grande firmeza de Deca não teve outra solução, ou seja, a de desistir de sua louca vontade e, covardemente ou reconhecedor, convidou-o para posteriormente, beberem e jogarem baralho, tendo Deca respondido-lhe que não bebia nem jogava com bandido. Retirando do recito, com cuidado, acompanhado de Lucas Pinto.

FONTE – DR. MARCOS  PINTO – GRANDE HISTORIADOR APODIENSE


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